Escolha bem

2:59 PM

Minha mãe disse uma frase ontem, conhecida por todo mundo certamente, mas me soou de uma maneira tão intensa. Em meio ao assunto que conversávamos, ela disse “A gente só colhe aquilo que planta”. É fato! Isso se aplica a milhares de exemplos, e dentre eles, eu gostaria de mencionar o exemplo de uma amiga, que é casada e em meio às dificuldades que um casamento carrega, ela começa a achar que o que ela oferece não é suficiente. Na teoria, quando plantamos amor, devemos colher amor, mas na prática isso nem sempre funciona assim. Algumas pessoas não entendem quando plantam amor, e não recebem amor; acabam por achar que a deficiência está nelas, e muitas vezes não é verdade, a deficiência pode estar no outro individuo. É um tanto quanto complexo entender a cabeça das pessoas, ninguém é capaz de ler os pensamentos com exatidão, e nem devem ter essa pretensão. É por isso que a confiança deve haver em todos os casos. Quando a gente rega nossa árvore, certamente ela dará frutos. Será que dar frutos é o bastante? Não, não é. Regar como um robô é muito fácil, mas alguns seres humanos felizmente não agem assim. É necessário que reguemos essas arvores com amor, com cuidado, com a água que ela exige, porque senão ela reagirá como uma planta, literalmente... E não é isso que queremos. Nessas horas entra os interesses naturais, que é o de receber aquilo que damos, aquilo que nos dedicamos, a retribuição. Retribuir é uma forma de colher o que plantamos. Aonde já se viu, plantar amor e receber dor? Talvez o problema seja na nossa ineficiência em plantar, ou no terreno infértil. Precisamos conhecer nossas estruturas, e conhecer o que plantamos, pra não nos surpreender com o que colhemos. A colheita que me refiro, é justamente essa retribuição, que teoricamente é pra ser boa. Todo mundo sempre espera receber o que dá, espera receber sentimentos e reações favoráveis e gentis, seja em que situação for; e para isso, o segredo está nessa mistura de entender, sentir, e dedicar-se. Raramente as surpresas acontecem de forma totalmente inesperada, no fundo nós sabemos os motivos de cada acontecimento. Portanto, o que quero mostrar, é que não existe amor, sem amor; não existe dor sem dor, e coisas do tipo. Cada um é responsável por aquilo que cativa, e por aquilo que tem. Como diria Roberto Lages: “Não é possível saber, totalmente, o que se passa dentro de cada ser, porém, quando chega a hora da inevitável colheita, saberemos o que cada um andou plantando ao longo do caminho”.

You Might Also Like

0 comentários