Espelho interior

3:32 PM

Eu fico assustada ao ver como as pessoas mudam, como as pessoas são, o que são capazes de fazer. Quando eu penso que já vi de tudo, noto como sou ingênua e atrasada no quesito “ações”. Eu cometo o erro de achar que as atitudes dos outros, são parecidas com as minhas, que os valores que eu considero bons, são os mesmos dos outros; então quando eu vejo o contrário, meu Deus, me deixa boquiaberta. Eu entendo que a cabeça de cada ser humano é diferente, mas até que ponto podem julgar maldades, mentiras, como ações diferentes? Juro que não to com a intenção de envolver algumas historias nisso, mas infelizmente algumas pessoas se encaixam nesses exemplos de criaturas que são como pontos de interrogação na minha mente. Não passa a mínima idéia na minha cabeça, de como, porque, enfim; algumas pessoas optam por agir de um jeito diferente, até maldoso pra conseguirem o que querem, ou mais; não entendo como elas tratam certas coisas com uma postura diferente do que aparentam ser. Sempre, sempre tento ver uma coisa boa, uma qualidade que se destaque, um acerto que anule um erro... Mas tem gente que parece insistir em errar, em seguir um caminho que acaba machucando quem está perto. Sinceramente, eu sei que não sou a dona da razão, tampouco posso definir o que é certo e errado se tratando das ações ou escolhas; mas existem coisas que a gente deveria pensar antes de fazer. Quase tudo na vida é em parceria. É praticamente impossível tomar uma atitude que não afete outra pessoa, por isso é necessário que haja cautela. Uma ação é acompanhada de responsabilidade, porque a partir do momento que essa nossa ação, interfere na ação de quem está perto, não é mais uma postura individual. Na prática pode ser meio difícil, mas seria tudo tão mais fácil se todo mundo pensasse no outro, se colocasse no lugar do outro pra fazer suas escolhas. Quem nunca ouviu ou disse algo como, “querer que haja como se fosse ele mesmo”, ou que “devemos tratar como queríamos ser tratados”, etc; então porque não conseguem levar isso pra vida? Não é tão difícil não. Quando a gente se apaixona, isso é fácil; quando se trata dos amigos, idem; só parece difícil quando é alguém desconhecido. Ora, são todos seres pensantes e ativos, deveria ser tratado com igualdade. Aonde eu realmente quero chegar, é no debate sobre as surpresas comportamentais, que citei acima. Às vezes achamos que conhecemos as pessoas, mas não conhecemos. Há sempre alguma coisa que não esperávamos, e pode ser negativo. Trazer esse conceito pra vida, de que devemos tratar como queremos ser tratados, é fundamental! No texto “Escolha bem”, eu disse que não havia amor, sem amor e não existia dor sem dor. Pra sabermos se a escolhe foi certa, deve-se pensar em como aquilo chegaria a nós, se invertêssemos os papéis, ficaríamos satisfeitos com aquilo. As pessoas muitas vezes erram em dizer coisas, fazer coisas, que chegam as outras como facas afiadas. Isso é um erro muito grave! As palavras não são diarréias ou lixo, pra serem soltas sem preocupação. Palavras são documentos vivos, na mente de quem escuta. Dia a dia devemos nos renovar, e plantar o bem pra colher o bem. Agir com cuidado, porque as reações das ações, são únicas a cada individuo, e algumas vezes irremediáveis.

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