Vê se não vai demorar!

4:17 PM

Bem, é notável que eu não consigo deixar de despejar minhas idéias de forma longa e divaga. Hoje eu não estou com assuntos definidos em mente, nem muita disposição física, mas a base interior é a mesma, então vou tratar disto. Nunca tive nenhum trauma físico, ou psicológico forte a ponto de me deixar tão conectada com o lado sentimental da vida, nunca houve nada que fizesse eu ser assim tão medrosa até, às vezes. Esse medo não é sinônimo de insegurança com pessoas, é um medo do amanhã desconhecido. A todo o momento eu gosto de demonstrar meu carinho por quem tenho, gosto de aproveitar os segundos como se fossem os últimos, e é claro que é meu jeito, mas por trás existe um certo medo sim... De não ter essa vida no outro dia. A morte é uma coisa que realmente me preocupa, justamente por ser imprevisível. Ninguém sabe como será daqui a algumas horas, dias, meses ou anos. Felizmente eu ainda sou muito nova, e desconheço muitas coisas, mas já absorvi as realidades, e sei o que me cerca. Não é sobre a morte exatamente que quero falar, apesar de também ser algo tema de medo por algumas pessoas. Não sei descrever motivos exatos de eu ter me tornado assim, mais sensata, realista e automaticamente passei a valorizar muito mais as coisas simples. Acho que depois que eu descobri o que é amar alguém de verdade, veio esse mix de sentimentos embutidos. Não é clichê, é fato. Quando a gente vive sem ideais, sem um estimulo externo e sem ter a quem depositar responsabilidades e expectativas, não paramos muito pra avaliar essas coisas corriqueiras. Obviamente não comparo a preocupação de um pai e uma mãe diante de seus filhos, mas a situação em si, de preocupar-se porque ama é facilmente comparada quando se encontra alguém a quem agir assim. Apesar de pouca idade; hoje eu entendo porque os olhos brilham, porque sentimos medo, porque passamos horas em transe pensando, porque fazemos daquela pessoa a ideal, e porque precisamos dela pra complementar. Dizem por aí que é errado entregar a responsabilidade de ser o complemento a nós, a outra pessoa... Mas será que na prática é mesmo errado? Não concordo. Desconheço algum ser humano que seja completamente realizado sozinho. Todo mundo precisa de um refúgio, precisa encontrar-se em outra pessoa. É necessário que haja uma mão pra nos tirarmos do chão, pra nos abraçar, pra nos puxar quando estivermos voando alto demais. Aos meus olhos, é pretensão demais achar que podemos ser felizes e realizados de forma independente. Enfim, é de cada um. Resumindo tudo isso, eu acho que nossa vida é curta demais e que vale a pena sim, dedicar cada minuto, cada pensamento, cada palavra quando sentimos vontade. Imagina se tudo que sentimentos vontade de dizer for impedido por algo que não foi uma escolha própria, como a morte? É doloroso, e pode ser evitado. Abraçar quando sentir vontade de ser abraçado, declarar-se quando sentir vontade de soltar o que estava impregnando a garganta, ser o que somos por dentro é o ato mais honesto que pode haver, e com certeza é a melhor sensação que pode ser sentida. O problema de algumas pessoas não é ao agir, é em como agir. Sinceridade, honestidade, e espontaneidade são coisas realmente mágicas, e suponho que todo mundo gostaria de experimentar. Ao ler o inicio deste texto e ler o fim, é possível que não haja tanta coerência de idéias, nem tanta exatidão, mas a vida não é feita de combinações perfeitas e exatidões... É feita de vários caminhos e dúvidas, às vezes previsíveis e às vezes imprevisíveis. Lembre-se de que só temos a oportunidade de mudar o hoje, que refletirá o amanhã, porque o ontem já se foi, e é impossível ser mudado.

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