Aprendi sem a gramática

4:22 PM

Bom, ainda sedenta de escrever, precisava expor um pouquinho mais do que mora aqui. Eu não sou muito de conversar sem parar com desconhecidos, e nas circunstâncias atuais, quase todo mundo é desconhecido pra mim. Bom, a maioria das pessoas, amam contar uma fofoca, amam contar o que aconteceu a elas ou o que ouviu sobre alguém, e há sempre uma segunda ou terceira pessoa com os ouvidos do tamanho do mar mediterrâneo pra ouvir. A questão aqui nem é sobre a fofoca exatamente, é sobre a deficiência em se calar para os problemas alheios e ouvir o que tem por dentro. Muita gente não consegue ou não gosta de ouvir o que seu próprio coração diz. Percebo em pessoas que até já me machucaram, ou pessoas que demonstram ter um diabinho dentro de si, algum sentimento bom, tenho certeza que há... Mas elas não sabem disso, porque enquanto falam dos outros, seu coração continua falando sozinho, não é ouvido. Mesmo quando estamos fracos, não existe um motivo pra permanecer nesse vazio mental, nessa mediocridade de viver pra falar de alguém ou sobre a vida que não nos pertence. Acho que nessas horas, Deus se envergonha. Não importa, quem sou eu pra dizer isto... Mas acho que a bondade vive dentro do coração de todo mundo sim. Eu sou uma defensora do silencio; seja ele em reflexão, emoção ou opção. Em certos momentos devemos no calar ou usar um freio na língua, impedindo que saia qualquer coisa sem filtragem. Vejo pessoas que choram, que sofrem por terem dito algo impensado, ou dor de espírito, falta de algo ou alguém... É triste, mas na maioria das situações são opções feitas pela própria pessoa. Algumas pessoas erram tanto em segurar um relacionamento sem gostar, falam coisas sem sentir, fingem amizades, enfim... E por que? Nunca vou achar resposta pra isso, mas deduzo que seja essa carência individual, em ouvir o próprio coração. Muitas vezes a responsabilidade que jogamos em alguém de fazer nossa felicidade existe bem mais próxima de nós, dentro de nós especificamente. Quando não se conhece o que mora no nosso interior, surge o medo, surge a necessidade de preencher o vazio com algo ou alguém, tudo menos seu “eu”. A todo o momento acontecem coisas ao nosso redor que não vemos, não sentimos e algumas delas são feitas pra nós, e a oportunidade é jogada fora porque estávamos gastando tempo com coisas alheias, com um falso preenchimento. Talvez de espírito, físico, não sei definir... Mas as vozes inquietas continuam, gritando com verdadeira necessidade de por pra fora o que sentem, sem se dar conta de que nada mais é do que seu próprio coração defenestrando, pedindo ajuda. Há dias em que não devemos ler, e sim, ser lidos. A leitura pessoal deve ser feita com cuidado, com concentração, porque não há ninguém que possa saber melhor o que passa dentro de si, do que nós mesmos. Talvez o grande resumo de todas essas palavras, esteja em amor próprio. Devemos nos amar mais, valorizar mais o amor de Deus. Trocar o tempo da mente, das conversas vazias e olhar a direção certa, do coração. Tenha o maior encontro de sua vida, basta escolher a hora. O teu coração é a melhor companhia, não há nada mais verdadeiro. Do silencio não são necessárias palavras, apenas o silencio... Saiba contemplar e amar.

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