Ora, se não sou eu

5:59 PM

Quase todos os dias, nós tentamos buscar inspiração pra contar algo, escrever ou dizer, sobre algo acontecido; como eu agora, muitas vezes sem me dar conta de que a inspiração nunca saiu de dentro de mim. A vida sempre apresenta bons motivos, sejam mínimos ou facilmente visíveis, basta que a gente esteja atento a ver. Há quem diga que o pior cego é o que não quer ver, e é verdade! As coisas estão ai, acontecendo a todo o momento e nem sempre a gente vê, seria mesmo impossível, mas se a gente tentar olhar um pouco pra fora, menos o próprio umbigo é fácil. Ta, mas o foco não é esse. Eu quis dizer que ontem, anteontem e alguns dias eu me senti meio vazia, parecendo que não tinha nada útil pra dizer, mas é momentâneo; sempre temos dias assim. Eu tava chata (mais do que o normal :p), sem idéias, sem perspectivas, sem vontade, com sono, irritante, irritadiça... E não, não era tpm. Pois bem, depois de alguns fatos mudei da água pro vinho, me conheço, basta uma pequena alteração na minha “normalidade” e tudo ao redor muda. A atmosfera das coisas ganha uma cara nova, de acordo com a situação, que no caso era de saudade. Sem mais detalhes disso, hoje as coisas me soam de forma menos dolorosa e tomou espaço pra serem alegres. Eu sei que não mudou e não vai mudar, isso ajuda. É legal saber que mesmo em dias ruins, eu sou a mesma Raíssa, a mesma que ri de bobagens, que odeia vulgaridade e foge de coisas ligadas a isso, que tem medo de vários animais e atitudes de animais racionais, que sonha, e tantas coisas. Depois de certas coisas, a gente percebe que não precisa se mascarar, esconder alguma insegurança pra não soar algo distorcido. Em dias que estiver se sentindo a pessoa mais chata, permita-se ser essa pessoa! Curtir sua chatice! Bem, eu não mudei, acontece que em determinadas situações à gente reage de acordo com o que se pede ali. No momento atual estou super presa, e sem volta, às vezes até sofro com isso... Bem, é estranho; eu tenho algumas idéias aqui espalhadas, mas não estou conseguindo expor com tanta precisão, mas eu me esforço, espero que seja entendido pelo menos um pouquinho (ou não, às vezes o melhor entendimento é direcionado, então nem todos entendem). Eu queira poder gritar ao menos 1/3 do que to sentindo, ai paro pra observar o que está acontecendo, minha perspectiva fora de mim... E eu sei que o silêncio basta, afinal, quem deve me ouvir já ouve todos os dias, e mesmo sem me ouvir sabe o que eu quero dizer. É bom, às vezes, se perder sem ter porque, sem ter razão. É um dom saber envaidecer, por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, também...
PS: adoro meus textos que começam com um sentido e terminam em outra direção. Mas o que importa é realmente a jornada, e não o destino. Isso.

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