Soneto II

3:06 PM

De amor é notável que não se vive
Não se vive e não se sustenta somente, pois se sente
Sente-se com um pesar de medo, com pesar de paciência
Dos pesares aos prazeres, deve ser sentido e ser vivido

Pra nós é o melhor amor do mundo
E se não for pra nós, de quem mais seria?
Só há de servir em nós, é singular e só há uma forma
Seremos sempre os amantes e amados desse único amor

O som que nossos olhos ecoam, as cores que nossa boca codifica
O cheiro que nossa alma exala não há de ser vivido e sentido jamais
O que conseguimos sentir, a nenhuma outra alma se emprestará

O que chamamos de melhor amor do mundo
Só há de ser nosso, ímpar e singular, eterno
Do eterno ao fim, ao fim dos pesares passados

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