Vou na valsa...

10:57 PM

Eu costumo ser muito crítica com as mudanças, principalmente vinda de pessoas sem nenhuma carga emocional forte ou motivo e se diz mudado(a); só não posso deixar de admitir que elas acontecem quando a gente menos espera ou procura, como eu. Há pessoas que parecem não ter medo de brincar com fogo, não têm medo de se queimar, ou adoram a aventura de escaparem ilesos disso... Não sei ao certo a definição, o que me espanta é a subestimação. As pessoas, mudam, mudam e muito! Algumas nem parecem a mesma, outras mudam detalhes. Eu não sou a mesma desde algum tempo, felizmente consegui dominar ou pelo menos tento dominar algo que antes apenas servia pra me atrapalhar. Alguns sentimentos têm essa característica, servem apenas para atrapalhar, e eu pude reconhecer em mim. O que me machuca é ter de fingir um conforto que não estou sentindo, como no exato momento, em que minha sincera vontade é de explodir, eu não posso. Não posso primeiramente porque essa não é a Raíssa, não condiz com minha sensatez, segundo porque ter atitudes idiotas por motivos idiotas lhe torna um idiota também. O que eu mais pratico é a racionalidade, mesmo quando as coisas tentam me fazer agir pelo impulso, a razão, sensatez e maturidade gritam pra que eu tenha calma. Quem olha de fora, esse quadro parece tão simples, parece tão aceitável e entendível, mas eu sei que não... Pode ninguém entender, mas eu entendo, eu ME entendo. Ta me corroendo, a dor fica mais aguda a cada minuto e eu mais confusa, meus pensamentos se afogam na quantidade de lágrimas que estão caindo, eu me sinto fraca, precisando por tudo achar uma força que existe, mas está solta, eu não sei aonde guardei, acho que eu só preciso de um tempo, tempo esse contado em minutos mesmo, ou somente um dia, eu só preciso absorver certas coisas, entender seus motivos e reações a mim... Quem sabe assim eu consiga um pouco de tranqüilidade. Tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma(...)

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