Vamos remar contra a corrente

7:10 PM

A superficialidade das pessoas me espanta mais a cada dia, me sinto como peixe fora d’água ou borboletas no aquário. É aliviante por um lado saber que tantas outras pessoas sentem-se igual e no meio de tanta gente ainda ser só. Ter amigos nem sempre é determinante para um constante e inabalável estado de espírito, eu tenho alguns, poucos e fundamentais, mas admito que em alguns instantes, percebo que estou apenas falando, trocando alguma comunicação com alguém e nada daquilo interessa, nem a mim e nem a quem me escuta. Não me prendo a sentimentos pequenos, há pessoas passageiras e as que não são, mas o importante detalhe aqui é para o olhar, a forma que as pessoas podem tomar ao longo de dias. A sensação que tenho disso e outras coisas é que, as pessoas têm medo de se encontrar, ou medo de se entregar e permitir ser um “livro aberto”, temendo sofrer ou demonstrar vulnerabilidade. A frieza ou superficialidade me soa como uma máscara, e máscaras servem para ocultar aquilo que não deve ser visto, por medo, seja ele qual for. Enquanto os mascarados estão por aí fazendo seu próprio baile fictício, aqui eu continuo tentando resistir à mutação de viver fora do aquário.

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