Vertical, de corpo e alma

5:31 PM

Eu desejei e quis abrir mão dos defeitos, por instinto de preservação alheio, quis renunciar meus defeitos de fabricação e limitação. Ora, se não há defeito, não há sequer chateação, qualquer “perfeição” ou protótipo se tornaria um saco. Eu admito os erros, defeitos e de modo geral, cultuo a franqueza. Doa a quem doer, o ser humano deve aprender a ser franco, direto e preciso. Tenho em mente que a vida é curta demais para mentiras e cenas, de que vale a melhor fantasia se no fundo o fantasiado conhece seu próprio eu? Algumas coisas na vida não permitem meio termo, meio amor, meia vivência. É ou não é. Não consigo suportar essas metades, ou fico na carne viva ou mantenho a pele. Meu conceito de vida só é dedicado a respeitar quem já viveu os dois lados, conheceu o início ao fim da ponte, entende? Com perdão a quem não se permite, mas a realidade é muito mais doce quando é assim, literalmente real.

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