Dentro e tão perto

8:41 PM

Acabei de observar algo lindo, tão doce e de algum mudo até assustador – algo que me fazia olhar ou lembrar com tanto pesar e dor agora me fazem ver com outros olhos, aprendi de algum jeito imperceptível a sentir doçura, alegria e saudade, muita saudade! Ainda não consigo descrever muito ou explicar de onde surgiu, mas é uma sensação reconfortante depois de tanto tentar. Certas lembranças ou desejos chegavam de forma tão sofrida, machucava e eu sinceramente pensei que não havia cura, mas a alma surpreende e o amor, esse ensina tudo e responde tudo sem que vejamos de onde veio, como veio ou por que. Como a alma entra nessa história eu não sei, apenas digo o que senti. As mesmas imagens, lembranças, fotos, de tudo que me traz ou trazia dor, agora é mais saudade, dessa vez uma saudade saudável e alegre, gostosa, daquelas que da vontade de conservar. Ta aí, conservar, de acordo com o dicionário é manter o estado atual, preservar... Em partes é óbvio que pretendo preservar, já a parte sobre manter o estado atual jamais! Hoje eu descobri a chave do meu dilema, talvez explique isso e tantos outros doces problemas: eu sou uma apaixonada pela dificuldade. É isso. Se eu amo, é meu direito lutar, cair e levantar, até vencer a minha maior amiga e inimiga (às vezes, admito)... Eu mesma, que por vezes errôneas ouço um lado pessimista, quando na verdade devia confiar. Eu não deixaria de amar cada milímetro daquele olhar que num momento foi meu. Colorido e apaixonante. Meu amor, meus dilemas, minha vida.

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