I'm not gone, I haven't forgot

5:25 PM

Tanto que tentei, tanto que corri atrás e ainda o faço, mesmo que não seja de forma direta e nítida, eu juro que ainda faço. Meus dias correm com um propósito estampado, basta me conhecer por alguns minutos e é notável uma criatura paciente e apaixonada, preservando um amor sem garantias e recíprocas, mas é meu. Por mais difícil que seja para o ser humano aceitar muitas vezes a culpa, prefiro dizer que mesmo me doendo a alma, foi preciso libertar, sabendo que mesmo na invisibilidade do ar existia um amor colorido, real e muito vivo. Eu sempre conheci teus defeitos, limitações e até quem sabe, uma mentira ou outra que eu não declarava, apenas para guardar, ter mais momentos impagáveis como os que tivemos. Eu que sempre fui muito mais sentimental do que racional tive de retirar forças de onde não tinha. Desgastei-me e me sacrifiquei, mas eu sabia que tua liberdade e verdade daquele momento pediam por isso, e quem ama faz isso mesmo, cuida, protege, briga, faz o que for, mas precisa ser justo e respeitar, mesmo que doa. Ainda dói demais em mim. Se me perguntasse se sou feliz, honestamente eu diria que sou feliz com minha saúde, família pequena e coisas assim, mas uma parte de mim sente um vazio incalculável, por que diabos o coração não é enganável? Às vezes somos tão mal interpretados, veja bem, amor, se eu fiz o que fiz naquele momento era porque a situação demonstrava isso, seja por “culpa” minha ou sua, eu apenas o respeitei. Sinto saudade, falta, vazio, eu não posso ser a mesma, sabendo que minhas noites não têm mais as mesmas besteirinhas que a tornavam únicas. Hoje fiz o que faço todos os dias sem falta – olho as fotos, vídeos, mensagens, e relembro de quando conversávamos sobre as diferenças de coisas banais, sobre assuntos sérios que víamos por perspectivas diferentes, os apelidos carinhosos e engraçados, e até sobre seu suposto dote culinário que eu me recusava a testar. Meu amor, deve doer olhar para trás e não ver ninguém correndo atrás, não é? Certamente eu sei como é, já que minha exposição é maior, mais arriscada. Estou sem apoio, sem certezas, vulnerável, no entanto sem medo de continuar. Sei o quanto perturba e em certos dias tudo o que queremos é correr para o telefone. Sinceramente, eu sou teimosa demais e o amo demais para manter esse orgulhinho ferido, seja de onde surgiu, isso não faz parte de mim, decerto. Eu apenas espero a poeira baixar para observar melhor a paisagem que está formada, depois que você olhar para frente com certeza vai ver que poeira pode até mover algumas coisas, mas só o que não é pesado e forte, como eu, como meu sentimento que perdura com raízes enormes. Percebi que sentimentos e pessoas são tão diferentes e imprevisíveis, há quem passe por nós e fique ali por meses, anos, quando se vão pode até fazer falta, mas em pouco tempo superamos, outras duram um tempo relativamente curto e fazem um estrago, no bom sentido. O estrago já foi feito, não tem volta. Sabe, meu amor, eu não cobraria verdades absolutas ou o torturaria por mentirinhas ingênuas, eu só queria viver meu conceito de amor, de amá-lo, já que verbalmente eu não sei dizer. Em alguns dias meu pensamento me aprisiona com perguntas sem resposta, mas imediatamente eu espanto essa nuvem negra de cima de mim, lembro da parte linda da história. Do amor, das cores, do verde, do castanho, do pistache ou creme, de tudo aquilo que fazia parte, eu cuido sempre, para não perder o foco.

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