Eu me lembro, em novembro o conhecí

7:03 PM

Depois de todas as quedas e tombos, solidão e solitude a gente aprende a se reerguer, florir tudo que parecia sem vida. Passaram-se meses desde que eu estive nesses processos, e felizmente os venci. Passei pelo inferno (no meu ponto de vista) e hoje me encontro no paraíso, mesmo parecendo oblíquo e exagerado, eu sou intensa e não poderia descrever de outra forma. Redescobri o que é sorrir ao lembrar uma palavra ou momento, uma brincadeira e até sorrir por reconhecer que sobrevivi. Se me perguntarem o que há de tão interessante e atraente neste ser que me completa e me causa tremuras mesmo depois de tanto tempo, honestamente não sei, pode ser pelos olhos grandes e verdes, pelo sorriso que começa no canto da boca ou até o irritante sarcasmo às vezes inapropriado. Somos atraídos por aquilo que nos falta, admiramos e pelo que nos irrita, porque amor não é simples e nem um mar de rosas como os poetas costumam dizer. Amar é uma prova de fogo contra egoísmo, é mais do que trocar carinhos. Talvez seja por isso que algumas pessoas não conseguem carregar tamanha intensidade... Requer paciência, muita paciência e mais, mais do que carinhos e momentos piegas, acho que vontade e iniciativas são também fundamentais. Carregar um amor é como carregar uma porção de nós mesmos num outro corpo, e cá entre nós, somos muitas vezes insuportáveis, pois sabemos dos defeitos mais profundos de nós. Amar é nada mais do que padecer no paraíso, como diriam nossos pais.

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