O vencedor

4:54 PM

Os momentos de fraqueza não permitem outra saída a não ser escolher, encontrar uma sabedoria no fundo da alma, é necessário optar pelo mais fácil ou por continuar lutando com unhas e dentes e até alguns arranhões ao longo do caminho, por aquilo que se acredita. Algumas lutas são mais subliminares do que palpáveis, não me refiro a lutas visíveis... Me refiro ao pior lado de ser domado: nosso interior. Todo mundo sabe a facilidade e dificuldade de ser o que é. O pior combate muitas vezes é dado por nós mesmos. Finalmente concluí que minha pior inimiga sou eu mesma. Por tantas vezes me recusei e ainda me recuso a enxergar algumas situações, coisas que antes eram confortáveis pra mim, fáceis de lidar, hoje se transformaram em verdadeiros obstáculos. Talvez o maior erro não seja um defeito grave, uma particularidade, provavelmente é além do que se vê, e ver pode ser muito difícil. Demorei a entender que o pior cego é o que se recusa a ver coisas diante do próprio nariz, que a gente não pode se supervalorizar, mas também não esquecer o próprio valor. Assim como milhares de pessoas, acredito que o mundo é um catalisador de vibrações que emitimos, quando queremos uma resposta positiva devemos emitir vibrações positivas, e o que eu ainda não entendo e me pergunto frequentemente é, se eu sou isso, sou como sou da forma que sou, porque recebo coisas que não fiz, não mereço?! Bom, mais um erro. Querer respostas prontas e precisas seria a comprovação da banalidade da vida, e isso é impossível. A vida é muito, muito além do que se vê, natural que algumas respostas não sejam tão fáceis de entender, exige tempo, paciência e cuidado. Acabo de me lembrar de um trecho que diz assim:

Olha lá, que os bravos são
Escravos sãos e salvos de sofrer
Olha lá, quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor
Levo a vida devagar pra não faltar amor


Então eu me faço voltar ao início de todo o processo até aqui... Vencer é sinal de redenção, sinal de que o orgulho ou qualquer outro sentimento barato não é sinônimo de glória, o amor não é uma guerra, vale a pena pela igualdade! Sabe aquela coisa de lado a lado, mesmo barco? É assim. Há dias de perda, dias de vencer, mas a maior comemoração é a da verdade, de lutar pelo que se acredita com fidelidade.

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