Let it burn…

3:03 AM

São duas da manhã e eu to chorando. Eu nem sei dizer o porque me entrego à sensações tão a flor da pele, eu que sempre fui sensível mas aparentemente forte, apesar de tudo. Tenho observado aos poucos que somente aos poucos resgato minha primeira pessoa, aquela que eu esqueci em algum corredor, rua, canto qualquer... Na verdade eu não sei aonde foi parar. Não quero parecer egoísta, nem sequer culpo alguém, se há alguém culpada nisso sou eu mesma, pela negligência tão desleal. Há algum tempo entendi o que quer dizer “tudo na vida tem um preço”. O preço que se paga por ser honesta, muitas vezes é a humilhação. O preço que se paga por ser fiel até a alma, talvez seja a traição, a insegurança, eu não sei ao certo o que cada ação carrega, só tenho certeza de que eu pago o meu preço. Todos os dias observo, que o preço é caro demais, de ser quem eu sou e como sou, por quem sou... Talvez valha a pena, talvez, ninguém tem um manual de como se viver plenamente. Nos meus maiores momentos de fraqueza e insegurança, de alguma forma é que venho conseguido ganhar mais confiança em mim (pelo menos é o que parece). Muitas vezes me sinto testada, minha confiança em jogo, minha ousadia, autocontrole, autoconhecimento e até certa malícia – pra entender que, pessoas serão sempre pessoas. Mutáveis. Bom, são quase três da manhã agora continuo chorando e confusa, é como se eu me deparasse com um “bloco do eu sozinho” versus o que eu poderia, PODERIA ser ou me tornar. Mas a pergunta é: será que seria satisfatório? Eu sempre defendi as fases da vida, mas ironicamente percebi que eu nunca tinha uma fase “easy” completamente, sempre foi no modo avançado, a vida me testando, me fazendo muitas vezes ir até a última gota. Nesses testes que a vida providencia, eu aprendi a ser mais paciente, mais calma, mais perseverante, mais... Bom, aprendi a ser a mais pura e humilde essência. Essa humildade se transformou em altruísmo desordenado, se é que tem limites pra isso. Eu aprendi a ser tolerante e flexível de tal forma que muitas vezes recebo uns bons tapas e ainda assim ofereço o outro lado, dói, machuca, mas permaneço firme e forte; aquela coisa sobre acreditar, etc. Sem querer ser mais ambígua, em resumo, é sobre todas as vezes que eu me anulo porque entendo que outras pessoas também tem históricos de vida. Eu também entendo que uma palavra pode passar despercebida por algumas pessoas, pra outras pode ser navalha. E eu entendo, principalmente, que se tratando de sentimento, todo cuidado é pouco. Todo mundo carrega em si o peso de uma vida, marca, lembrança, tudo interfere nas ações, mas a grande virtude é saber reconhecer cada gesto, saber crescer e evoluir.

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1 comentários

  1. Isso garota, exatamente. Aprenda a aprender com os momentos de tristeza. Lendo, me vi em você. Também tenho muitas dúvidas em relação a mimmesm.a As vezes acredito que sou forte e me deparo com uma eu tão frágil quanto uma taça de Cristal. Mas acabo sempre me lembrando que tudo pode ser usado para o meu crescimento e fortalecimento pessoal. Vai a dica.

    Bjooos linda.

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