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1:10 AM

Acho interessante quando aprendemos uma nova língua, chegar num novo lugar, quando aprendemos coisas com pessoas novas e inusitadas, mas de tudo que há de mais interessante, pra mim, fechar e abrir novos ciclos ainda é o mais encantador. Eu achava que sabia o significado de indiferença, mas na realidade precisei senti-la pra entender a fundo seu significado. Aprendi e adorei. Falando de um assunto meio diferente, mas no mesmo raciocínio, meu metabolismo é acelerado, eu engordo e emagreço facilmente, eu posso virar um demônio de raiva e rir alguns instantes depois da situação, posso ser um poço de ingenuidade e por incrível que pareça... Descobri que também posso ser gélida como um mármore. Tudo bem, sem apologia ao papel de superação e bancar a orgulhosa que deu a volta por cima (mesmo que seja verdade). O negócio é que assim como meu corpo, minha mente me surpreendeu. Eu penso, penso, penso e fico horas, madrugadas, dias nesse processo e a cada dia é um avanço. Pra quem já sofreu, posso dizer que é a mais pura verdade a velocidade com que os avanços ocorrem e os mil insights que podemos ter; as recaídas ideológicas, enfim. Precisei mesmo de algum tempo, aliás, alguns meses que se arrastaram, mas tudo serviu como lição. Eu não sou a louca desmemoriada, mas tenho notado como as coisas aqui dentro mudaram. Já não penso com frequência, já não sofro com a ausência, já não relembro com saudade ou vontade de reviver, e mais... Já não dói. Eu precisei de muitos dias pra conseguir absorver pra mim mesma que esse ciclo está se fechando, mas não de uma forma inconformada, veja só... Até algum tempo a que hoje não sente era a mesma que chorava só em pronunciar o nome. Engraçado olhar para os dias passados, foi todo um processo de não me maltratar mesmo, de encarar com maturidade e dizia a mim mesma "olha aqui, sem sabotagem, ok. Sem essa de procurar notícias, sem essa de mover um dedo, sem essa de se esquecer de novo". E eu consegui. Em todos os mínimos detalhes dessa fase que eu sabia que seria fundamental me empenhei em dar o máximo de mim. Dei o meu máximo para manter, assim como dei o meu máximo para apagar. Agora eu consegui entender que, o esquecimento só é possível quando há superação, ausência de mágoas ou culpas. De verdade? Tenho um orgulho tão bonitinho de mim mesma! Aquela sensação de "boa, garota! Aprendeu como se faz!". Bom, que nada, no fundo, no futuro provavelmente hei de dar umas cabeçadas por aí, mas é com orgulho, batendo as mãos no peito que digo que esse ciclo está fechado e, diga-se de passagem, já estou ousando experimentar uma fase nova. Não sei não, viu, mas acho que quando nossa alma está sã, até a pele melhora. As pessoas sentem algo diferente mesmo que não falemos nada. De pele renovada, de alma lavada, ainda assim, só acredito na beleza das coisas se também forem internas... E o meu segredo é: o que carrego por dentro é inesgotavelmente bonito.

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