Uma parte do segredo

3:07 PM

Li um dia desses uma queixa numa rede social, a pessoa expunha claramente sua frustração ao questionar o porquê de algumas pessoas mudarem de comportamento diante da certeza do que o outro sente. Essa queixa é mais comum do que parece, já ouvi muitas vezes algo semelhante, como se ao se certificarem de que o (a) parceiro (a) ama verdadeiramente, então podem agir de forma rude, insensível, displicente ou sei lá mais o que. Em primeiro lugar acho que é realmente babaquice e imaturidade, já que ninguém é obrigado a estar ao lado de alguém, então se está, que aja decentemente. Depois, devo dizer que algumas pessoas têm dificuldade em perceber que relacionamentos não são e não precisam ser tratados como um jogo! O problema de muitos casais parece nascer da necessidade de autoafirmação constante, da projeção de suas inseguranças sobre o outro, do receio da troca e abandono, entre outros fatores subjetivos. É claro que insegurança não é característica de crítica, pelo contrário, o inseguro deve ser ajudado, necessita de paciência para evoluir, porém, é fato inegável que numa relação não há quem escape dela. Penso que a insegurança faz parte do ser humano, é algo a ser compreendido, mas ao entrar numa relação, é importante que os dois saibam que é uma chance de EVOLUÇÃO, de CRESCIMENTO e APRENDIZAGEM! Nada é tão gratificante numa relação a dois do que entender o que o outro pensa e sente, ver intimamente outro mundo diferente do seu. Creio que homens e mulheres têm fragilidades, necessidades, desejos, medos, são parecidos sim, e que se escolheram a união, que não tratem como disputa de egos. Ta aí, acho que a doença das relações é o tal do ego ferido. Mulheres são mais instintivas, demonstram uma necessidade subjetiva ás vezes não óbvia aos olhos masculinos. Os homens são visuais, guiam-se através de ações e atitudes, muitas vezes injustamente taxados de insensíveis. Particularmente não gosto de batalha de sexos, como se cada um fosse limitado ao fisiológico e não pudesse evoluir. Numa relação verdadeira, quando há o desejo de fazer dar certo, os dois são plenamente capazes de romperem essas barreiras culturais. O segredo de uma relação duradoura está em analisar o quanto cada um está disposto a fazer dar certo, e se isso for forte... Dificilmente irão fracassar. Quem quer dar certo compreende que relação é feita de equilíbrio, da soma dos dois, observar as necessidades do outro, doar-se, e que o outro também faça o mesmo. Quando conseguimos entender que esse equilíbrio, dos dois, é a fórmula para a felicidade, sem disputas pessoais, atingimos um nível de pureza, que proporciona uma relação saudável, sem medo. Relações só precisam de um foco: a felicidade dos dois. Quando ambos estão dispostos a alcançar esse foco, todas as estratégias para manter a relação são produtivas, e se livram das tais armadilhas de insegurança que sabotam o caminho. A felicidade ou a complementaridade da relação advém da liberdade de escolha de caminharem juntos.

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