Se você puder me olhar

2:44 AM

Hoje mais cedo ouvi que o jeito certo de lidar com as coisas é agir no impulso mesmo, sem pensar muito, lançar um foda-se bem dado e tudo está resolvido! Se isso é uma qualidade, admito que não tenho essa capacidade. Minha melhor metade é justamente sustentar a impulsividade apenas para situações de sobrevivência, em todas as outras, uso e peço sabedoria para conduzir a vida, minhas relações com serenidade. Impulsividade às vezes faz a gente perder, só perder. Quem não sabe como lidar com cada pessoa de uma forma diferente só tende a perder, porque cada um é um universo inteiro. Há muito tempo eu aprendi na marra que não posso vomitar o que fica engasgado, muitas vezes isso só leva ao próprio fracasso. Aprendi que mostrar tudo de bom que tenho é melhor, melhor por tudo, por todos, por mim. Eu posso ser melhor do que um impulso de jogar tudo para os ares e explodir num excesso de egocentrismo e egoísmo. Quem preza pela vida, pelo que há ao redor, pondera, sabe que toda ação vem embutida uma reação. Um bater de asas de uma borboleta pode causar um tufão... Eu acredito. Percebi numa fração de segundos durante essa conversa que citei com a pessoa acima que, sabedoria é a chave para o sucesso em tudo! É saber esperar, conversar, compreender o outro e a si mesmo. É outra perspectiva, entendeu? É finalmente entender que a importância que damos a certas pessoas ou situações está diretamente ligado ao valor que atribuímos a estas, por mais redundante que pareça dizer. Não sou uma pessoa capaz de dizer foda-se a mundo, a todos, e fingir que algo não importa quando para mim importa. A diferença em tudo está em como agimos, como ajo. Em todas as situações que, aparentemente um foda-se resolveria, minha consciência gritaria, minha razão então se extinguiria, e eu perderia. Quando tudo ao redor é dúvida, é indisposição, agonia, eu ofereço paz ao coração. É isso, minha maneira controversa de resolver minhas questões é manter o coração tranquilo e oferecer os braços abertos. Se essa parte é defeito ou qualidade... Ainda estou aprendendo, mas sempre acreditei e permaneço acreditando que tudo é feito de escolhas. Eu escolho nunca devolver ao mundo as agressões que, frequentemente, sofremos por aí. Oferecer paz ao coração é dar o primeiro passo nas ações se isso for a benefício de algo valioso. É por muitas vezes receber um tapa simbólico, e devolver um colo junto a um "senta aqui, calma". Minha escolha não depende da escolha dos outros. E que os azedumes da vida não nos impeçam de adoçar o coração dos outros e o nosso próprio. Já que escrevi escutando Nando, vou me apropriar do contexto e dizer que dos cegos do castelo me despeço e vou, a pé até encontrar um caminho, um lugar, pro que eu sou! E assim seja.

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